Educação realiza palestra sobre Autismo e Inclusão

Atividade tem o objetivo de esclarecer pais e professores  

Porto Real

Em celebração ao dia 2 de abril (Dia Mundial da Conscientização do Autismo) foi realizada no Horto Municipal a palestra Autismo e Inclusão, voltada para pais de crianças, professores da rede pública e profissionais da área de educação que trabalham com esse público. O evento promovido pela Secretaria de Educação teve como parceria o Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab) do Rio de Janeiro e contou com a palestrante, Cláudia Moraes. O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Segundo a palestrante o objetivo é ajudar os autistas no processo inclusivo. “O teor da palestra é bastante elucidativo sobre o que realmente é o autismo, como tratar e trabalhar a inclusão. Reflito sobre as mudanças que ocorrem com o nascimento de um filho autista e como a família deve se preparar”, pondera, Cláudia.

Para a coordenadora, Márcia Carrara, a conferência irá auxiliar professores, equipe pedagógica e mediadores dos estudantes a trabalharem nas escolas, mais precisamente em sala de aula. “O aluno com autismo precisa muito respeitar uma rotina estruturada e organizacional a fim de desenvolver materiais que o auxiliarão no raciocínio e melhora do comportamento, caso contrário ele fica desorientado. É importante que os mediadores saibam atuar corretamente nessa questão”.

De acordo com a Lei Berenice Piana 12.764/ 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelece diretrizes para sua aquisição. A professora especializada no assunto, Raquel Vitorino, defende a causa. “Queremos levar informação sobre o autismo para conseguir aceitação social. Existem 21 alunos autistas no município de Porto Real e recebem toda a intervenção pedagógica e terapêutica, ou seja, oferece condições de compreensão do seu contexto social, assim como apresentações de figuras visuais, como forma de comunicação alternativa”.

A monitora, Luciana de Souza Salgado, é mãe de criança com autismo e fez questão de participar da palestra. “Tenho um filho de quatro anos autista e essas palestras são importantes para eu poder lidar da melhor forma com ele, estou em busca de mais informações e esses eventos ajudam muito”.

Subsecretária de Educação, Maria Madalena de Souza, considera de extrema importância alertar as pessoas para essa questão, que em sua opinião, deixou de ser um tabu e já faz parte do cotidiano do mundo. “Esses eventos procuram trazer conforto e informação para os pais e profissionais que lidam com o autista diretamente. Professores para aprimorarem o conhecimento e informação na área e pais, para que sejam devidamente orientados para a convivência e o tratamento adequado. Essa é uma das formas de entendermos o mundo deles”.

“O autismo é um assunto sério e deve ser tratado e cuidado em todos os seus aspectos, tanto com intervenções pedagógicas quanto medicamentosas, quando necessário. A atenção com essas crianças é indispensável porque é de direito delas ter um tratamento adequado. É incumbência do governo garantir a elas educação e cidadania. Essa iniciativa complementa o trabalho diário feito pelos profissionais da Educação Especial na cidade”, argumenta a prefeita Cida.

Autismo
O autismo é caracterizado por uma disfunção global do desenvolvimento que altera a capacidade de comunicação, socialização e comportamento do indivíduo e está associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente 70% dos autistas apresenta Deficiência Intelectual (DI).

Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a ONU divulgou levantamento feito por especialistas demonstrando que a doença atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.

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