Resende está entre as cidades com menores índices de extrema probreza do Estado

Busca Ativa realizada pela Assistência Social contribuiu para os resultados do Município

Numa série de reportagens publicadas recentemente sobre a miséria e os índices de extrema pobreza no país e no Estado do Rio, o Jornal O Globo cita a região do Médio Paraíba como uma das regiões com menor índice de extrema pobreza no Estado, com 1,6% de pessoas vivendo nesta situação, baseado em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). E na região, Resende se destaca com um dos menores índices do estado, 1,6% de pessoas vivendo em extrema pobreza.

Os dados mostram que estamos no caminho certo para tentar erradicar a extrema pobreza no município. Vamos continuar o trabalho focado naqueles que mais precisam, na área da assistência social, na saúde e, principalmente, na educação, que acreditamos que é o fator transformador da realidade social – destacou o prefeito José Rechuan.

A Gestora do Cadastro Único/Bolsa Família de Resende, serviço vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Viviane Pires, explicou que na matéria do Globo, o município de Resende é colocado como um dos melhores IDHs do Estado do Rio e aponta uma mudança no perfil da cidade nos últimos anos.

– A reportagem foi baseada nos dados do IPEA, que mensura a pobreza não apenas pelo fator exclusivo de renda, mas as análises levam em conta também fatores como acesso a bens duráveis, saneamento básico, educação, saúde, posição de ocupação no mercado de trabalho, entre outros – destacou.

Segundo Viviane, um dos fatores que contribuiu para que o Município mudasse seu perfil é o trabalho que vem sendo realizado pela Secretaria de Assistência Social, de Busca Ativa das famílias com baixa renda no município. O trabalho é uma determinação do Ministério do Desenvolvimento Econômico e Social (MDS) e em Resende, devido a sua efetividade, ele rendeu em 2014 ao Município o Prêmio Rosani Cunha, em comemoração aos 10 anos do Bolsa Família. 

A gestora explicou que em dezembro de 2009 havia no Município 5.651 famílias inscritas no Cadastro Único. Desse total, 4.167 apresentavam perfil para recebimento do benefício Bolsa Família (renda per capita entre R$ 0,00 e R$ 140,00).

Em abril de 2015, o número de famílias inscritas no Cadastro Único elevou-se para 9.491 famílias, fruto da busca ativa iniciada no final de 2013 e durante o ano de 2014, quando toda a rede de serviços da Assistência Social, a Rede Amiga, foi utilizada com o objetivo de alcançar a estimativa do MDS do público prioritário, de 9.015 famílias de baixa renda.

– Além disso, uma empresa (FORMA Desenvolvimento Social) foi contratada a fim de procurar por estas famílias com baixa renda/ pobres/extremamente pobres nos locais indicados pelo IBGE como bolsões de pobreza (segundo dados do último censo 2010) – salientou Viviane, frisando que, apesar do número de famílias inscritas no Cadastro Único ter aumentado consideravelmente, o número de famílias com o perfil para recebimento do Bolsa Família reduziu quase na mesma proporção, sendo que, em abril de 2015, era de 2.867 o número de famílias com esse perfil (renda per capta de R$ 0,00 a R$ 154,00).

Este ano, 2.591 famílias estão recebendo o benefício do Programa Bolsa Família.

– É possível perceber que um Governo que garanta uma política baseada no bem-estar da população com acesso gratuito a saúde, educação, moradia e serviços públicos de qualidade, uma baixa renda não implicaria necessariamente em uma vida sem conforto. Somados à oferta de cursos profissionalizantes e empregabilidade formal local, cria-se possibilidade de mobilidade social. Por outro lado, quando não se garante os serviços mencionados acima até uma renda mais elevada expõe os indivíduos aos riscos ligados à pobreza – avaliou a gestora, concluindo que a opção da administração municipal por uma política baseada no bem-estar da população melhorou o IDH do Município e fez diminuir o número de famílias com perfil para recebimento do Bolsa Família.