Conferência da Saúde destaca valorização e financiamento do SUS

A qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS) foi o grande ponto de discussão da 9ª Conferência Municipal de Saúde, realizada no último final de semana, no auditório da AEDB. A defesa do modelo do SUS e a necessidade de maior financiamento do setor foram os grandes pilares das discussões para definição de propostas para a implementação de novas Políticas Públicas para a Saúde.

Durante a abertura do encontro, o prefeito José Rechuan analisou as conquistas da Saúde em Resende e destacou que ainda há muito para ser feito. “Avançamos muito nestes sete anos, como por exemplo, no que diz respeito à Rede Hospitalar, saltando de aproximadamente 300 atendimentos por dia do Hospital de Emergência para mais de 1000 atendimentos por dia com o Hospital de Emergência, UPA Grande Alegria, Hospital da Criança e Pronto Atendimento 24 horas do Paraíso”, destacou.

Comentando sobre outros avanços, Rechuan enalteceu o trabalho de gestão farmacêutica que é considerado referência pelo Ministério da Saúde. “Lembro que no início da minha gestão, faltava medicamento no Hospital de Emergência, tendo a administração anterior terceirizado todo o setor. Hoje, a gestão é feita pela Prefeitura, e é considerada referência no país”, disse o prefeito.

Destacando outros trabalhos, Rechuan comentou sobre a ampliação dos serviços de Saúde Mental, como o CAPSi, CAPSad, CAPS Casa Aberta e Consultório de Rua, que agora conta com um psiquiatra para atendimentos noturno. “Antes a cidade tinha apenas um psiquiatra, e agora, temos até um atendendo, à noite, na rua”, comparou o prefeito.

Falando de Atenção Básica em Saúde, o prefeito comentou sobre as construções, reformas e ampliações de Unidades de Saúde da Família nos bairros, lembrando que até o final deste ano devem ser inauguradas a Clínica da Família, no bairro Morada da Montanha, e a reformas do Posto de Saúde de Rio Preto, na Zona Rural.

– Sabemos do desafio que é a Saúde, mas nosso governo acredita no Sistema Único de Saúde, e trabalha para oferecer sempre o melhor atendimento para todos. Garantimos e valorizamos, como nunca antes, a participação popular e tenho certeza que com elas vamos seguir avançando em todos os setores – disse Rechuan.

Membro titular da Comissão de Saúde da ALERJ, a deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB) ressaltou que ações e projetos de governo que tratam de temas relacionados à Saúde devem ser transformados em Lei, para garantia de sua continuidade, como por exemplo, os programas Terceira Idade Ativa e Conta na Balança. Falando sobre sua experiência de 20 anos na Saúde Pública de Resende, a deputada acredita que o Município avançou nos últimos sete anos.

– Hoje, consultas são marcadas nas Unidades da Saúde da Família, sem a necessidade de se madrugar em filas como no passado. Antes a cidade não contava com ambulância UTI. Resende hoje é referência na gestão farmacêutica, é pioneira na região em tratamento de saúde mental, com leitos na Santa Casa e com o Consultório de Rua, único na região e o segundo de todo estado – comentou Ana Paula.

Sobre mais investimento no setor, a deputada Ana Paula afirmou que luta na ALERJ pela regionalização da Saúde, para que os serviços sejam oferecidos mais próximo da casa dos pacientes.

– Hoje há uma centralização dos atendimentos considerados de Alta Complexidade, responsabilidade do Governo Federal, o que acaba representando um gasto maior para os municípios, que mantêm uma rede para transportar os pacientes até esses centros. Por isso precisamos de mais investimentos nesta regionalização – defendeu a deputada, afirmando acreditar que o modelo do SUS tem que ser fortalecido.

Em seu discurso, o deputado estadual Glaucio Julianelli (PSOL), disse que há hoje, no país, uma política de destruição do Sistema Único de Saúde, e que a população deve lutar por sua garantia. Outra preocupação levantada pelo parlamentar foi com a garantia de recursos para o combate de doenças, como a Dengue, Chikungunya, Zika e Malária – que apresentou um caso em Petrópolis; bem como as enfermidades em decorrência da idade.

Destacando o empenho que a atual gestão municipal vem tendo com o setor, o secretário de Saúde, Daniel Brito, enalteceu a participação popular como forma de garantir a qualidade do SUS, afirmando a necessidade de um forte investimento externo na Saúde, através de recursos Federal e Estadual.

– Para avançar mais, temos que contar com mais investimentos. Hoje, 70% de tudo que realizamos em Saúde são com recursos próprios, e 30% são de financiamento externo. A mobilização popular tem que lutar pela qualidade do SUS, fazendo com que os repasses sejam maiores – disse Brito.

Já a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ana Lúcia Corrêa de Souza, destacou a importância dos conselhos para os municípios e sua ação na busca por políticas de melhoria, tendo afirmado a necessidade da não descontinuidade de programas de Saúde, apesar da crise econômica que o país atravessa.

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