Ana Paula Rechuan articula retomada das obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo

Cerca de 500 mil pessoas de todo o estado podem passar a ter mais uma unidade de tratamento de câncer. A previsão é que as obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo possam ser retomadas ainda em outubro, de acordo com Claudio Maximiano, da Secretaria de Estado de Obras. A informação foi dada durante reunião da Frente Parlamentar Para o Enfrentamento ao Câncer da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), presidida pela deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB) na manhã desta quarta-feira, dia 9 de agosto. A reunião foi solicitada pelo deputado Wanderson Nogueira (PSOL), vice-presidente da Frente.

– Temos um grande desafio no estado que é curar o câncer. O que queremos com esse hospital é ofertar um tratamento de qualidade. As estruturas que temos hoje não dão conta da demanda reprimida, que tende a aumentar. Com a abertura do hospital será possível atender o estado inteiro, por isso a importância de darmos continuidade às obras – explicou a presidente da Frente, deputada Ana Paula.

Hoje foi publicado no Diário Oficial a descentralização de R$ 3 milhões da Secretaria de Estado de Saúde para a Secretaria de Estado de Obras (SEOBRAS) para dar encaminhamento ao processo. Agora a SEOBRAS vai enviar a documentação para a Caixa Econômica Federal realizar a análise dentro de 30 dias, para então fazer o contrato com a empreiteira responsável. A expectativa é que as obras recomecem em outubro.

– Existe um recurso de R$ 50 milhões do Ministério da Saúde para terminar as obras que só é repassado à Caixa quando a obra estiver em andamento. O dinheiro, que é o mais difícil, já existe. Agora é uma questão de burocracia. É importante que as obras sejam retomadas até 14 de dezembro deste ano, quando vence o contrato, depois desse prazo seria necessária nova licitação – esclareceu o deputado Wanderson Nogueira, que é de Nova Friburgo.

Com o hospital pronto, o desafio será conseguir recursos para a gestão, que custará R$ 8 milhões por mês de recursos estaduais. Para isso, a deputada Ana Paula sugeriu que seja feita uma parceria com os entes que já tratam a questão do câncer no estado, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Fundação do Câncer, universidades e o Instituto Ronald McDonald, por exemplo.

– A grandeza do Hospital de Friburgo não permite que ele seja gerido por uma única mão. O Estado tem que organizar esse movimento para construirmos uma parceria público privada, pois só o governo estadual não vai ter recursos para isso. Assim é possível manter a qualidade e os avanços tecnológicos da instituição. Não podemos deixar a obra ficar pronta para depois pensar em como a gestão se dará. Quando construímos algo por várias mãos, as chances de dar certo são muito maiores – finalizou Ana Paula Rechuan.

Deixe um comentário