Alexandre Serfiotis visita ‘Casa da Esclerose Múltipla’

O deputado federal Alexandre Serfiotis visitou na sexta-feira (25/8) a ‘Casa da Esclerose Múltipla’. A instalação, construída pela empresa farmacêutica Merck no Parque Prefeito Mário Covas, em parceria com a AME (Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose) e a Prefeitura de São Paulo, busca demonstrar o que uma pessoa enfrenta quando tem a doença. A ação faz parte do Agosto Laranja.

– Fadiga, dificuldade para caminhar, problemas na visão ou de equilíbrio, confusão mental, formigamento e outras características estão representadas em três cômodos. Descrever as sensações da pessoa atingida pela Esclerose Múltipla é uma tática básica para tentar explicar de que forma age a doença que mais afeta jovens adultos no mundo, mas ter a oportunidade de vivenciar essa experiência pode ser muito mais esclarecedor – avalia o parlamentar.

Aberta ao público a partir desta quarta-feira, 23, até o dia 30 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional da Esclerose Múltipla, a casa tem três pequenos cômodos – sala, cozinha e banheiro -, modificados para demonstrar como o corpo reage ao ataque do sistema imunológico à medula e ao cérebro. “Na sala, o visitante é desafiado a sentar em uma poltrona de assento muito próximo ao solo e, com um equipamento sobre os ombros, precisa aumentar o esforço físico para levantar, simulando o que ocorre quando as pernas de quem tem Esclerose Múltipla estão enfraquecidas. Na sequência, é convidado a digitar o próprio nome em um notebook modificado, que não obedece a ordem das teclas, na mesma sensação de confusão mental do paciente, que também provoca lapsos de memória e dificulta a leitura de um livro”, explica Serfiotis.

O deputado conta que na cozinha, ambiente bastante utilizado em uma casa, há detalhes sutis. “Xícaras de mesmo tamanho que não denunciam seu peso. Depositadas irregularmente sobre uma bandeja, provocam desequilíbrio imediato. Mais à frente, a meta é pegar com as mãos objetos comuns, como talheres e uma caixa de pizza, mas sem a possibilidade de sentir esses itens com a ponta dos dedos. Na geladeira, uma inversão de sensações que apresenta um sintoma pouco conhecido. Chegando ao banheiro, o visitante descobre que o chão não fornece qualquer segurança, ao contrário, retira o equilíbrio. E, no espelho, o reflexo está totalmente fora de foco. É um mergulho profundo na confusão que isso provoca no corpo e suas sequelas para a vida de pessoa que enfrenta a doença, que acomete cerca de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo e 30 mil brasileiros”, conclui Serfiotis.

Deixe um comentário