Ana Paula Rechuan propõe pacto de enfrentamento ao câncer infantil

Criar um Pacto de Enfrentamento ao Câncer Infantil no estado do Rio. Esse será o próximo passo da Frente Parlamentar para o Enfrentamento ao Câncer da Alerj, presidida pela deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB). O assunto foi debatido durante reunião da Frente realizada nesta quinta-feira, dia 14, no auditório Nelson Carneiro da Alerj, com o tema “Oncologia Pediátrica”. Para isso, a deputada fez uma indicação à Secretaria de Estado de Saúde, que já se colocou à disposição para contribuir. A ideia é reunir todos os secretários municipais de saúde do estado para realizar uma capacitação em oncologia pediátrica nas cidades do Rio.

– É importante que todos participem desse trabalho, com capacitação dos agentes de saúde, médicos que atendem na base, até os pediatras nos prontos-socorros para que eles possam detectar precocemente o câncer em uma criança e assim tenhamos um resultado final com qualidade de atendimento adequada e a criança curada. Queremos atingir os índices que temos fora do Brasil – explica Ana Paula Rechuan, destacando que a ideia da Frente também é regular o fluxo de atendimento para que a criança possa chegar precocemente na estrutura de saúde, com atendimento, equipamentos, exames que possam dar o melhor tratamento e todas as chances de cura.

Números do Instituto Nacional do Câncer (Inca) acendem uma luz vermelha sob a questão. A estimativa de 2016 é de que surjam 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes de até 19 anos, sendo 1.333 no estado do Rio de Janeiro – equivalente a 10% do total. Para reverter esse quadro, Viviane Junqueira, líder do Programa de Diagnóstico Precoce do Instituto Ronald McDonald, julga ser fundamental a iniciativa da deputada Ana Paula Rechuan.

– É fundamental que façamos parcerias com a Secretaria de Estado de Saúde e outros entes que já atuam nessa causa para que possamos ampliar um programa de capacitação junto aos profissionais de atenção básica em saúde – diz Viviane Junqueira.

A médica Hematologista do Hospital Federal da Lagoa, referência em tratamento ao câncer, Soraia Rouxinol reafirmou a necessidade de se ter hospitais capacitados, com recursos, profissionais bem treinados e experientes para atender o paciente. “A coisa mais triste do mundo é perder uma criança porque faltou algum elemento no tratamento. Esse é o momento em que o estado precisa abraçar essa causa”, finaliza Soraia.

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