Alexandre Serfiotis cobra manutenção de proposta que põe fim às vistorias de carros

Aprovado em setembro de 2015 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a padronização, em todo o Brasil, do licenciamento de carros e o fim das vistorias físicas ainda não saiu do papel. A proposta, que foi enviada ao Senado para apreciação, foi retirada da pauta a pedido do governo, para que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regulamente o assunto. O deputado federal Alexandre Serfiotis ocupou a tribuna da Casa para cobrar a manutenção do projeto e agilidade em sua avaliação, destacando que a demora na análise da proposição penaliza o cidadão fluminense.

– O Estado do Rio de Janeiro é o único da Federação em que existe vistoria veicular anual. O cidadão fluminense sofre demais com as constantes greves do pessoal do Detran que realiza as vistorias. Ele paga o IPVA e tem dificuldade em marcar a vistoria por falhas do órgão. Muitas vezes tem o carro apreendido, enviado para um pátio onde paga diária, além de ser multado – conta.

Segundo Serfiotis, o projeto aprovado em 2015, que cria um “licenciamento eletrônico” com os próprios proprietários ficando responsáveis por informar se seus carros têm condições de circular com segurança, seria fundamental para pôr fim ao calvário do motorista no Rio de Janeiro quando o assunto é vistoria anual. “Essa questão se tornou um problema crônico em nosso Estado”, afirma Serfiotis.

O deputado federal lembra que o processo é cheio de burocracias, que acabam prejudicando o proprietário do carro. “Não é justo que só o morador do Rio seja obrigado a marcar vistoria. Muitas pessoas acabam emplacando os carros em estados vizinhos, para se livrarem da perda de tempo com esse processo. Se o proprietário do veículo for um profissional autônomo, ele perde um dia de trabalho com essa burocracia, correndo o risco de não conseguir fazer a vistoria devido as constantes greves do pessoal encarregado de fazer o serviço. A fiscalização, através de blitz ou outro tipo de operação, continuaria existindo, já que a fiscalização de cada carro é uma responsabilidade dos estados, que devem se organizar para desempenhar esta tarefa”, destaca Serfiotis.

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