Alexandre Serfiotis faz palestra sobre a Saúde do Homem

Evento organizado neste sábado (25/11) pela 1ª Igreja Batista de Resende, no Hotel Fazenda Boa Vista, em Bananal (SP), teve como palestrante o deputado federal Alexandre Serfiotis, que abordou a questão da sobre saúde do homem. Aproveitando o Novembro Azul, período dedicado à atenção a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata e que favorece ao debate maior sobre a saúde masculina, ele foi convidado a falar sobre a questão. “Agradeço o convite da 1ª Igreja Batista para participar do evento e pela iniciativa de discutir um tema tão importante neste novembro azul, que tem esse foco, trazendo à tona a discussão sobre a saúde do homem, em especial da ida ao médico, desmistificando o dito de que “homem não precisa ir a médico, a menos que já esteja doente”, quebrando antigos paradigmas relacionados à saúde masculina que não cabem mais em nenhuma área da vida social no século 21, e a igreja merece nossos cumprimentos”, disse Serfiotis.

O deputado federal lembrou que os dados relacionados à saúde masculina são preocupantes. Segundo ele, a cada três mortes de pessoas adultas no Brasil, duas são de homens. “Os homens vivem em média sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas, e mais especificamente quanto ao câncer de próstata, são diagnosticados mais de 60 mil casos ao ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, sendo o segundo mais comum entre os homens, matando cerca de 14 mil anualmente. O câncer de próstata não pode ser prevenido, mas há 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente, e a campanha do novembro azul é uma iniciativa extremamente positiva e que, felizmente, a cada ano vem tomando maior amplitude em todo o país”, contou.

Serfiotis afirma que, no que pese o foco da campanha do Novembro Azul ser o esclarecimento sobre câncer de próstata, há inúmeras outras doenças para as quais se deve estar atentos, e é desde a infância que os cuidados com a saúde do homem devem se iniciar, passando pela adolescência, a fase adulta e na terceira idade. “Estudos sobre a saúde dos homens vêm ganhando destaque no cenário nacional devido às elevadas taxas de mortalidade e morbidade que afetam esse grupo, assim como a sua baixa procura pelos serviços de atenção primária à saúde. E devido a isso chama a atenção o grupo de doenças denominadas persistentes mais nos homens do que nas mulheres, especialmente as hepatites virais, a tuberculose, a leptospirose, a meningite, as leishmanioses (visceral e tegumentar), a esquistossomose, a malária e a febre amarela”, explica.

– Claro que o próprio modo de atendimento e a dificuldade de acesso as Unidades Básicas de Saúde fortalecem o distanciamento masculino do serviço de saúde, uma vez que o tempo de espera pela consulta é, na maioria das vezes, incompatível com a realidade masculina. Soma-se a isso, a ausência de programas ou estratégias direcionadas aos homens, favorecendo maior interação entre a população masculina e os serviços de saúde. Os fatores geradores do aumento das taxas de mortalidade masculina poderiam ser minimizados ou controlados através de práticas cotidianas de promoção à saúde, oferecidas pelas próprias Unidades Básicas. Com valores e crenças de que o modelo hegemônico de masculinidade não admite expressão de fraqueza ou qualquer atributo que sugira feminilidade, a noção de doença ou de que se está doente remete à fraqueza e fragilidade, aspectos típicos da feminilidade, e aí passa a ser habitual ou “natural” o comportamento dos homens de não valorizarem sua saúde, e isso é um erro – diz.

Alexandre Serfiotis entende que para reverter esse quadro, que compromete a saúde do homem brasileiro o Ministério da Saúde criou em 2009 a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Homens para promover ações que contribuam para a realidade masculina, de modo a sensibilizar os homens a reconhecerem suas condições sociais e de saúde, desenvolvendo práticas cotidianas de prevenção e cuidados. Portanto, é fundamental que os homens procurem os serviços de saúde, e cobrem do poder público a efetivação dessa Política do Ministério da Saúde em suas cidades. “Iniciativas como esta da igreja Batista devem ser incentivadas, pois quanto mais debates, maior o esclarecimento, e com esclarecimento, mais subsídios para cobrar do poder púbico políticas públicas nesta área da saúde do homem”, conclui.

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