Volta Redonda promove ações em prol do Dezembro Vermelho

Oficialmente, 01 de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. E a partir de 2017 esse mês também foi batizado de Dezembro Vermelho, pelo Governo Federal. Aderindo a campanha, a Secretaria de Saúde de Volta Redonda vai promover diversas ações com o objetivo de reforçar a importância da prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. Com o tema ‘A vida é melhor sem Aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha’, as ações em Volta Redonda foram realizadas pela equipe do Centro de Doenças Infecciosas (CDI), que promoveu sensibilizações na Vila Santa Cecília, na praça da Prefeitura, além das agências bancárias, rodoviária, hotéis e shoppings.

Nesta sexta-feira, dia 01, a ação foi realizada durante toda a manhã, embaixo da Biblioteca Municipal. Conforme explicou a Coordenadora do CDI, Lucrécia Helena Loureiro, foram firmadas importantes parcerias para a realização das ações. “Os alunos dos cursos da área da saúde também foram envolvidos nas ações e realizaram a distribuição de panfletos e orientações, na Vila Santa Cecília, além do preenchimento de um questionário para avaliação do conhecimento da população sobre o HIV”, completou a coordenadora do CDI.

Entre as ações em prol do Dia Mundial de Luta contra a Aids, o CDI também realizou o teste rápido de HIV, durante todo o dia 1º de dezembro. O resultado era fornecido em 30 minutos pela equipe do CTA (Centro de Testagem Anônima), formada por profissionais especializados e treinados para esta demanda.

O secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, ressaltou a importância da participação e conscientização de todos. “O tema é grave. Os números das doenças sexualmente transmissíveis são alarmantes. As pessoas precisam se prevenir e participar de ações como estas. Só com informação e proteção nós vamos reverter esses números. É importante que as pessoas participem e motivem familiares, amigos e toda a população possível”, frisou o secretário.

HIV/Aids

João Vitor Dias e Thaysa Pires Cunha são estudantes de enfermagem. Eles participaram das ações e comentaram sobre a experiência. “Infelizmente não são todas as pessoas que aderem à campanha. Se todos soubessem como a informação é importante, talvez os índices estariam bem menores”, disse João Vitor. “Esse trabalho de conscientização é fundamental. Muitas pessoas aderiram, mas notamos também que algumas pessoas pegaram os panfletos explicativos e logo em seguida jogaram fora. Tivemos resistência por parte de algumas pessoas também, que não aceitaram os preservativos”, relatou Thaysa.             

A recepcionista e artesã, Vanderléia Silva de Jesus, de 40 anos, é portadora do HIV. Ela também participou das ações de sensibilização e fez questão de dar entrevista para alertar e conscientizar as pessoas. “Existe um termo técnico que é utilizado para o meu caso, eu sou chamada de “Pessoa vivendo com o HIV”. Eu tenho o vírus há 18 anos, faço o tratamento corretamente. A mensagem que eu deixo para adolescentes, jovens, ou pessoas de mais idade é: usem sempre o preservativo. A mulher é dona do próprio corpo e deve se preocupar com ele. As pessoas devem fazer o exame o quanto antes, para iniciar o tratamento o mais cedo possível”, alertou.

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