Defesa Civil, Saae e Susesp agem para minimizar estragos provocados pelas chuvas em Barra Mansa

Chuvas intensas causam alagamento de casas na Rua Florianópolis, desabamento de parte de uma casa e queda de árvore sobre garagem, na Região Leste de Barra Mansa

Equipes da Susesp (Superintendência de Obras e Serviços Públicos), do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Defesa Civil e Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos estão desde a noite de domingo (07), monitorando e prestando assistência aos moradores dos bairros São Luiz (região da Boa Sorte e Santa Clara), Mangueira e Paraíso de Cima (Região Leste) que sofreram com as fortes chuvas que atingiram o Estado do Rio nas últimas 72 horas. O Rio Barra Mansa transbordou e provocou alagamento da Rua Florianópolis, no bairro Nova Esperança.

Rio Barra Mansa é o maior problema

Na Rua Florianópolis, no bairro Nova Esperança, houve transbordamento do Rio Barra Mansa, com alagamento de residências e da via pública. Para não comprometer as bombas de captação de água, o Saae suspendeu temporariamente o abastecimento de água. A previsão, segundo o diretor executivo da autarquia, Fanuel Fernandes, é que tão logo baixe o volume de água, o sistema volte a operar. “Isso vai ocorrer ao longo do dia. Aqui é considerada uma área de alagamento natural em decorrência da proximidade entre o Rio Barra Mansa, as ruas e residências. Desde ontem, nossa equipe retirou da Rua 5, dez caminhões de entulho e outros  quatro caminhões de material  volumoso, como colchões e fogão velhos e descartados de maneira irregular às margens do rio,  além de galhos e árvores”, detalhou Fanuel.

O coordenador da Defesa Civil, Sérgio Mendes, o Serginho Bombeiro, explicou que a cheia do Rio Barra Mansa é decorrente do volume de água que vem das nascentes localizadas em Pouso Seco, Sertão dos Hortelãs e do Guaraná Quente, em Rio Claro. Ele disse ainda que nas próximas horas, moradores da Rua Florianópolis vão receber cloro para realizar a limpeza e desinfecção das residências. A operação será realizada após o escoamento do volume de água do Rio Barra Mansa para o Rio Paraíba do Sul.

João de Paulo, motorista e morador da localidade desde 1974, disse que as casas foram alagadas ainda de madrugada. “A maior parte das casas tem segundo pavimento. Quando acontecem as cheias, colocamos nossos moveis e outros pertences na parte superior do imóvel”, disse.

Deslizamento de terra provoca queda de árvore sobre a varanda de casa no bairro Mangueira

Júlio Ferreira Castro, morador do número 80, da Rua Francisco Ribeiro de Souza, foi surpreendido com o barulho da queda de uma árvore sobre a varanda de sua casa, provocada pelo deslizamento de terra oriundo da parte superior de uma servidão existente na localidade. “O Saae, a Susesp e a Defesa Civil estiveram aqui e nos orientaram a esperar a chuva cessar para que as equipes possam realizar o serviço de retirada da árvore que caiu, assim como a poda das demais árvores que ameaçam o imóvel e a limpeza do local”, ressaltou.

Casa é interditada no Paraíso de Cima

Por volta das seis horas da manhã deste domingo, Beatriz de Assis, levou um tremendo susto. Ela acordou com o barulho de parte da varanda da sua casa, na Rua Dirceu Custódio Nascimento, 512, desabando. “O barranco cedeu e também provocou uma grande rachadura em vários pontos da casa. Graças a Deus tivemos tempo para retirar móveis e documentos. Carregamos tudo através de uma servidão, pois havia risco de sairmos pela frente da casa. Alugamos outro imóvel na mesma rua, por enquanto. A Defesa Civil esteve aqui, interditou a casa e nos deu orientação sobre os riscos existentes”.

 

 

Choveu 62,5 milímetros em 72 horas

O índice pluviométrico (chuvas) registrado nas últimas 72 horas foi de 62,5 milímetros, volume considerado normal pela Defesa Civil para esta época do ano. No entanto, as chuvas causaram alguns estragos. Dados levantados pelo coordenador da Defesa Civil de Barra Mansa, Sérgio Mendes, o Serginho Bombeiro, apontam que o nível do Rio Paraíba do Sul subiu 42 centímetros desde a última sexta-feira (05), quando o rio estava com 1,98 metro. “A represa do Funil de Furnas, em Itatiaia está com sua capacidade de vazão normal e a elevação do nível do Rio Paraíba se deve as chuvas que castigaram o Sul Fluminense após a barragem da Represa de Itatiaia para baixo. Estamos monitorando diariamente e vamos manter a população informada”, disse.   

Pressão Atmosférica – A região Sul Fluminense registra chuva intensa desde o início da noite deste domingo (7). Isso ocorre devido às áreas de instabilidade associadas a sistemas de baixa pressão atmosférica e a uma frente fria que avança ao largo do Sudeste e são reforçadas pelo fluxo de ar quente e úmido vindo do Norte do país, formando nuvens muito carregas no centro-sul do Rio de Janeiro.

Alerta: Meteorologia prevê mais chuvas para segunda e terça-feira

O serviço de meteorologia prevê períodos de abertura de sol na tarde de hoje, com pancadas de chuvas que vão até a noite. Para esta terça-feira, a previsão é de sol com muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite. Com isto, os serviços da prefeitura estão em alerta total. Qualquer situação de anormalidade deve ser comunicada ao Saae pelo telefone 115 ou a Defesa Civil, pelo 199.

Defesa Civil reforça orientação à população

Para evitar acidentes durante este período, a Defesa Civil de Barra Mansa elaborou uma série de dicas direcionadas à população.

 

LIMPEZA DE CALHAS – Uma das medidas é a limpeza das calhas, que favorece o escoamento da água da chuva e evita infiltrações nas partes elétricas e na estrutura da casa.

 

LIXO – Também é extremamente importante lembrar que jogar lixo na rua causa o entupimento dos bueiros, o que aumenta o risco de alagamento e inundações na cidade.

 

ENERGIA ELÉTRICA – Em casos de inundações, a orientação do coordenador da Defesa Civil é desligar o disjuntor para evitar o risco de eletrocussão. Também é importante fechar as entradas de gás e os registros de água.

ANIMAIS – Na hora da chuva, não esqueça de proteger seu bichinho de estimação.

 

TELHADOS – Neste período, é importante verificar as condições dos telhados para evitar destelhamentos. Em caso de ventos fortes e destelhamentos, a orientação da Defesa Civil é que o morador permaneça dentro de casa e procure um abrigo, como uma mesa ou cama, para evitar ser atingido por pedaços de telha.

 

DESCARGA ELÉTRICA – Devido aos riscos de descargas elétricas, é importante evitar entrar em piscinas e lagos enquanto estiver chovendo. Rios e cachoeiras também devem ser evitados por causa da possibilidade de tromba d’água. Andar a cavalo ou de bicicleta também representa perigo. O ideal, de acordo com a Defesa Civil, é procurar estruturas firmes para se proteger.

NO TRÂNSITO –     Quem estiver no trânsito, a dica é não passar por locais alagados. “Se o condutor não conseguir ver o meio-fio, que tem em torno de 25 centímetros de altura, o ideal é mudar de rota para não perder o veículo e nem arriscar a própria vida”, orienta Sérgio Mendes.

 

PROTEÇÃO DE ENCOSTAS – As coberturas plásticas para encostas também é fundamental para evitar deslizamento de terra nas áreas eminentes de risco.

RIOS – Não jogue troncos, móveis, materiais e lixo nos rios e córregos, pois esses objetos impedem o curso fluvial, provocando alagamentos.

MATERIAL DE LIMPEZA – Tenha sempre materiais de limpeza, botas de borracha e luvas para higienização do domicílio e peridomicílio. Casos de acidentes com animais peçonhentos devem ser encaminhados para Santa Casa de Barra Mansa.

MEDICAMENTOS – Guarde todos os medicamentos (comprimidos, insulina…) e insumos (seringas, termômetros…) em um lugar seguro. Se alguém da sua família fizer uso de algum medicamento de uso contínuo, mantenha-o em um lugar de fácil acesso, caso tenha que sair de casa às pressas. Lembre-se de levar também a receita médica.

ALIMENTOS – Guarde os alimentos em lugares elevados, mantendo-os longe do alcance dos roedores, dos insetos e de outros animais, e para que a água da enchente e a lama não os alcancem. Os alimentos e a água engarrafada também devem ser guardados longe de produtos de higiene pessoal (sabonete, xampu, condicionador), produtos de limpeza (detergente, sabão, amaciante, alvejante, água sanitária), produtos para desinfestação do ambiente domiciliar (inseticida).Telefone serviços públicos de emergência

PLANO DE SEGURANÇA –  Converse com a sua família sobre os riscos que estão expostos. Em família, monte um plano com um mapa do seu bairro ou da sua cidade. Combine locais de encontro, caso tenham de deixar a casa. Tenha cuidado ainda maior caso na sua família exista pessoas com deficiência, crianças, adolescentes ou idosos.

O que fazer em caso de emergências

Em situações de emergência, o primeiro órgão a ser acionado é o Corpo de Bombeiros Militar. A Defesa Civil é chamada pelos bombeiros quando há ameaça iminente de desabamento de estruturas.

A poda de árvores grandes que estejam em áreas públicas e ofereçam risco à população pode ser solicitada a Superintendência de Obras e Serviços Públicos, através do telefone (24) 3322-2064/ 3323-5905.