Febre Amarela: mais da metade da população já imunizada em Resende

Com mais da metade da população já vacinada contra a Febre Amarela, Resende se destaca entre os municípios fluminenses pela organização e qualidade no trabalho de imunização contra a doença. Aproximadamente 70 mil pessoas já receberam suas doses contra o vírus na cidade. Mesmo com o aumento de 90% na procura pela vacina na última semana, o atendimento é realizado com agilidade, devido às medidas adotadas pela Prefeitura, que ampliou horários e incorporou unidades de saúde ao circuito municipal de imunização.

– Se vacinar aqui em Resende está muito fácil. Minha irmã mora na Baixada, e está há uma semana tenta nas filas dos postos. Eu, em menos de 10 minutos tomei a minha e a doutora disse que estou protegida pro resto da vida – comemora a vendedora Mônica Oliveira, atendida no Posto do Estado.

Além dos 32 Postos de Saúde da Família, do Centro Municipal de Imunização e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a partir desta segunda-feira, dia 22, a Nova Santa Casa de Misericórdia de Resende também abre suas portas, das 8h às 17h, para receber as pessoas que ainda não tomaram a vacina. O objetivo da Secretaria de Saúde é proteger 95% da população na cidade.

Além de dezenas de voluntários, servidores municipais de diversos departamentos foram convidados a auxiliar no fluxo de pacientes e no preenchimento de protocolos e carteirinhas de vacinação, um dos diferenciais adotados pela Prefeitura de  para o sucesso da campanha. Todos os bairros e distritos estão  atendidos pelas equipes de saúde da Prefeitura.

Reforço na zona rural

Já nesta terça-feira, dia 23, serão intensificadas as ações na área rural. A operação conta com grupos de agentes públicos que irão até as propriedades mais afastadas do Centro para aplicar doses em quem ainda está exposto ao vírus. 

– Resende manterá o fornecimento da dose única (0,5 ml) contra a Febre Amarela, conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde. Ao contrário de outras cidades do Estado do Rio de Janeiro que terão que fracionar as doses, a vacina aplicada em Resende imuniza a pessoa para toda a vida, sem necessidade de futuros reforços – explica o superintendente de Atenção Hospitalar, Aquiles André Touban Romar.

Indicação e contraindicações

A vacina é indicada para as pessoas de nove meses a 60 anos de idade. Mas fique atento, pois existem contraindicações para pacientes com reação alérgica à proteína do ovo, mulheres em qualquer fase de gestação e que estejam amamentando bebês menores de nove meses. Também não devem fazer uso da vacina, pacientes em tratamento de radioterapia e quimioterapia, em tratamentos que utilizem corticóides em altas doses por tempo prolongado, pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores, portadores de doenças autoimunes, bebês com idade abaixo de nove meses, pacientes que já tenham tomado a vacina no últimos 10 anos, portadores de doenças hematológicas, transplantados de medula óssea, além de portadores do HIV/AIDS (somente com autorização médica).

Recomendações especiais para crianças e idosos

Outra recomendação importante diz respeito às pessoas com mais de 60 anos. Este grupo, para receber doses da vacina contra Febre Amarela, precisa ter indicação ou recomendação assinada pelo médico que a acompanha regularmente. Esta exigência do Ministério da Saúde visa proteger estas pessoas, visto que algumas delas podem sofrer de algum dos itens listados como contraindicação.

– Não adianta a pessoa solicitar um atestado a um médico que não seja aquele que conhece seu histórico de saúde. É fundamental que, para ser vacinado, o maior de 60 anos de idade traga este atestado de liberação para consumo da dose – reforça o Superintendente de Atenção Hospitalar de Resende.

Já as crianças menores de doze anos, para serem imunizadas, precisam, obrigatoriamente, portar a caderneta com seu histórico de vacinação. 

Mortes de macacos

Vale destacar que os macacos não transmitem Febre Amarela. Ao contrário, eles prestam um importante auxílio de prevenção e controle à doença. Por, na maioria das vezes, adoecerem primeiro, os primatas dão às autoridades informações valiosas sobre a circulação do vírus. O registro de macacos mortos serve de alerta para que os órgãos de saúde pública iniciem campanhas de vacinação. É importante lembrar que atentar contra a vida de animas silvestres é crime ambiental, com pena de seis meses um ano de detenção, além de multa.