Barra Mansa intensifica vacinação contra febre amarela nas áreas rurais

A Secretaria de Saúde de Barra Mansa com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente, Saae e Guarda Ambiental tem percorrido os distritos e áreas rurais do município vacinando os moradores contra a febre amarela. Nesta terça-feira, dia 23, as equipes estiveram no distrito de Antônio Rocha, incluindo as localidades de Cafarnaum, Ataulfo de Paiva e Santa Helena. O prefeito de Barra Mansa Rodrigo Drable esteve acompanhando o trabalho das equipes de imunização e reforçou o compromisso de vacinar toda a população do município. Participaram também da visita o subsecretário de Saúde, Silvio Daniel; o secretário de Meio Ambiente, Cláudio Cruz (Baianinho) e o vereador Roberto Beleza. Em Barra Mansa, não existe nenhum caso da doença.

Ao todo, seis equipes estão visitando as áreas rurais, incluindo casas, fazendas e sítios, durante toda a semana. A intenção é imunizar o máximo de moradores dessas localidades que não têm condições de irem até a cidade para se vacinar contra a febre amarela. A campanha continua em todas as 49 unidades básicas de saúde do município de 8 horas da manhã até às 17 horas.

Até a última segunda-feira, dia 22, mais de 113 mil moradores já haviam sido imunizados em todo o município. Segundo o subsecretário de Saúde, Silvio Daniel, o objetivo é imunizar cerca de 155 mil moradores, e para isso, foi preciso intensificar a campanha nas áreas rurais. “A secretaria tem intensificado a vacina nos distritos e áreas rurais que são as localidades mais afastadas para conseguirmos alcançar nossa meta de imunizar toda a população barra-mansense”, salientou.

O vereador Roberto Beleza declarou que tem acompanhado os mutirões de vacinação nos distritos e zona rural. “Tenho presenciado as vacinações nos distritos de Nossa Senhora do Amparo e Antônio Rocha. Por conta da febre amarela silvestre ser mais comum nas áreas com mata é importante a vacinação dessas famílias e moradores”, disse.

Durante a vacinação, os enfermeiros têm explicado aos moradores sobre as recomendações após a vacina e sobre as contraindicações, além de reforçar que a febre amarela do tipo silvestre é transmitida apenas por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Tem explicado também que os macacos são vítimas, assim como os humanos. A morte deles em áreas de mata seria apenas um indicador da proximidade da doença e confirma a necessidade da vacina. No entanto, somente exames podem confirmar. 

Os moradores têm aprovado a medida da Prefeitura de Barra Mansa e da Secretaria de Saúde em oferecer a vacina praticamente na porta de casa. Segundo eles, por morarem longe do Centro, não teriam condições financeiras de ir até a cidade para se vacinar. É o que comprova o trabalhador rural Jorge Antônio, de 57 anos. “Eu já estava com plano de ir à cidade para me vacinar, mas com a equipe de saúde aqui já me ajudou muito”, afirmou.

Quem também apoiou a iniciativa do governo em oferecer a vacina nas localidades rurais foi a dona de casa Luciana Silveira que levou cerca de dez familiares. “Foi bem planejado e nos ajudou bastante. Se fosse para ir à cidade teríamos que pagar o transporte e sairia muito caro”, destacou.

O comerciante Luis Jorge do Santos, do Bar do Carlota, também aprovou a forma como a vacina tem sido disponibilizada aos moradores rurais. “Estou achando uma maravilha ter a vacina na porta de casa. Muitas pessoas não teriam condições financeiras de ir ate a cidade se vacinar, por isso é importante essa iniciativa. Agora as pessoas devem se conscientizar e vir até os pontos de imunização para se proteger”, finalizou.

MAIS DE 110 MIL IMUNIZADOS – Até segunda-feira, dia 22, a Secretaria de Saúde de Barra Mansa já havia imunizado 113 mil pessoas. Somente nos 22 primeiros dias de 2018, foram vacinados 78 mil moradores. A meta é imunizar 155 mil pessoas de nove meses de idade até os 59 anos. Ainda faltam aproximadamente 42 mil pessoas.

Quem DEVE se vacinar

Pessoas acima de nove meses de idade até 59 anos. Os moradores acima de 60 anos devem passar por avaliação de um profissional de saúde. Mulheres que estão amamentando, devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após receber a vacina.

Quem NÃO pode se vacinar

– Crianças com menos de 6 meses de idade;

– Indivíduos com histórico de reação anafilática a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina);

– Pacientes com histórico de doenças do timo (miastenia grave, timona, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde

– Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza:

– Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;

– Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores);

– Pacientes submetidos a transplante de órgãos;

– Pacientes com imunodeficiência primária;

– Pacientes com neoplasias.