Chuvas no Estado de São Paulo e em Resende causam cheias dos rios em Barra Mansa

Devido ao alto volume de chuvas no fim de semana em cidades do Estado de São Paulo e na região de Resende, os rios em Barra Mansa tiveram os níveis elevados causando transbordamento das margens. A Defesa Civil de Barra Mansa decretou estado de alerta por conta das cheias dos Rios Bananal, Bocaina e Paraíba do Sul, que cortam o município. Na manhã desta segunda-feira, dia 5, a Defesa Civil juntamente com as equipes da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) esteve visitando as áreas afetadas pelas cheias dos rios, tranquilizando a população sobre o ocorrido e prestando auxílio aos moradores dessas localidades.

O coordenador da Defesa Civil/BM, Sérgio Mendes, o Serginho Bombeiro, destaca que o motivo da cheia dos Rios Bananal e Bocaina, na região que corta o município, é a grande quantidade de chuvas em cidades do Estado de São Paulo, como São José do Barreiro, Arapeí e Bananal, que abastecem a bacia hidrográfica da região influenciando no aumento do volume de água. “A forma das terras na região da nossa bacia fazem com que a água corra por riachos e rios menores para um mesmo rio principal, o Rio Bananal, localizado num ponto mais baixo da paisagem causando assim os transbordamentos”, explicou. O transbordo do rio causou alagamentos na Rua das Acácias, no bairro Colônia São Antônio, mas não houve registro de prejuízos materiais às residências ribeirinhas.

De acordo com o Serginho Bombeiro, a cheia não se deve ao volume de chuva em Barra Mansa, já que choveu apenas 12 mm no município no último sábado e domingo, dias 3 e 4, considerado baixo. O temporal no fim de semana na região de Visconde de Mauá e Fumaça, em Resende, aumentou quase dois metros o nível do Rio Paraíba do Sul na cidade. “Na sexta-feira, dia 2, quando medimos o nível do Rio Paraíba do Sul estava em 2,69 metros. Mas depois da chuva em Visconde de Mauá e Fumaça, o nível subiu quase dois metros alcançando a marca de 4,08 metros e ocasionando o transbordamento e alagamentos nas ruas do bairro Vista Alegre, sem registro de prejuízo aos moradores”, completou.

Muitos moradores entraram em contato com a Defesa Civil para saber o motivo das cheias. A maioria das dúvidas era em relação à vazão da Represa do Funil, em Itatiaia. O coordenador da Defesa Civil de Barra Mansa entrou em contato com a direção da Represa que relatou que a vazão de água está em 235 metros cúbicos por segundo, considerado normal. A capacidade também está dentro do previsto em 69,9%, restando cerca de 30% para alcançar o limite.

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a previsão para essa semana na região é de pancadas de chuvas no final da tarde e início da noite. O coordenador da Defesa Civil alerta que as chuvas ocorridas nas cidades acima de Barra Mansa podem influenciar nas cheias dos rios. “É importante salientar aos moradores que Barra Mansa sofre as consequências das chuvas ocorridas em cidades acima como Itatiaia, Resende, Porto Real e Quatis. O que acaba ocasionando o aumento no volume de água nos rios que cortam o município”, finalizou Sérgio Mendes, acrescentando que em casos de emergências decorridas de temporais os moradores podem entrar em contato pelo (24) 3322-1410 ou pelo telefone de emergência 199, que funciona 24 horas.

Turbidez da água causa paralisação das ETAs

O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barra Mansa) paralisou, temporariamente, as Estações de Tratamento de Água (ETAs) do bairro Colônia Santo Antônio e distrito de Floriano por conta da turbidez da água devido ao volume de chuvas registrado nessas localidades que ocasionou, respectivamente, as cheias dos Rios Bananal e Paraíba do Sul. A recomendação do Saae-BM é que os moradores dessas localidades economizem água até que a qualidade da mesma se normalize e seja possível o tratamento apropriado e a distribuição às residências.

Após chuvas fortes, as águas dos mananciais de superfície ficaram turvas, devido à condução dos sedimentos das margens pela enxurrada. A turbidez é causada por partículas sólidas em suspensão, como argila, barro e matéria orgânica, que interferem na propagação da luz pela água, impedindo assim o tratamento adequado pelas ETAs.