RJ 163 passa a ser monitorada pelo DER

A Defesa Civil instalou na tarde desta sexta-feira, 9, bloqueios fixos de concreto, popularmente conhecidos como gelo baiano, após a localidade de Capelinha e também no alto da serra, na altura da torre de transmissão. A medida visa impedir a circulação de veículos na RJ 163, no trecho compreendido entre Capelinha e Visconde de Mauá, após a emissão do laudo elaborado pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio (DRM), que considerou que a estrada ainda corre riscos de deslizamentos de encostas e desabamentos de partes da pista. O laudo foi liberado na última quarta-feira, dia 7, após uma vistoria da área feita por geólogos e engenheiros do Governo do Estado.

De acordo com o diretor geral da Defesa Civil de Resende, Atanagildo de Oliveira Alves, a instalação dos bloqueios fixos na altura da torre de transmissão, no sentido Mauá-Resende, visa não prejudicar o trabalho dos técnicos que precisam ir até o local prestar serviços. Com a interdição da via, a Prefeitura também retirou do local o posto móvel da Guarda Civil Municipal, que fazia o bloqueio da estrada impedindo o acesso de motoristas desde o último domingo, dia 4. Com isso, a RJ 163, que é uma via estadual, volta a ser monitorada exclusivamente pelo Departamento de Estrada de Rodagem (DER).

De acordo com informações divulgadas pelo Departamento, as obras de recuperação da estrada devem durar pelo menos três meses, período em que deverá ser feita a remoção de todas as barreiras, sendo que algumas delas, que são de grande dimensão, deverão ser detonadas. No total, ao longo de toda a via, foram registrados 136 pontos de deslizamentos, segundo o laudo técnico emitido pelo DRM.

Alternativa

Com a interdição da RJ 163 por tempo indeterminado, a alternativa para os motoristas é utilizarem a RJ 161, também conhecida como Serra do EME. A via, que é de responsabilidade do Governo do Estado, também sofreu deslizamentos de barreiras e quedas de árvores por causa das chuvas, mas foi liberada após a ação da Prefeitura de Resende, que enviou para o local uma equipe formada por 35 homens e 15 equipamentos pesados, entre máquinas e caminhões.