Banco de Olhos de Volta Redonda é responsável por 40% dos transplantes no estado

O Banco de Tecido Ocular de Volta Redonda, inaugurado em 2010, soma 1196 córneas fornecidas para transplante até 2017 e é responsável por 40% dos procedimentos realizados no Estado do Rio de Janeiro. Em 2018, o estado realizou entre janeiro e março mais 144 transplantes de córnea, sendo 30 delas fornecidas pela unidade de Volta Redonda.

O Banco de Olhos do município é responsável pela captação de tecido ocular em 34 cidades do Sul do Estado do Rio. Hoje, cerca de 20 córneas são captadas por mês pelas equipes de Volta Redonda, mas o objetivo é alcançar a média de 30 córneas mensais.

De acordo com a coordenadora do Banco de Tecido Ocular de Volta Redonda, Michele Antoniol Gama, o aumento da coleta depende de dois fatores principais. “A pessoa deve comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos, pois são os familiares que autorizam, ou não, a doação. Outro favor importante é que as instituições parceiras, hospitais da região de abrangência, façam a notificação dos óbitos”, explicou.

O oftalmologista Gustavo Guerra, responsável técnico pelo Banco de Olhos, explica o trabalho da unidade. “Quando o banco é notificado sobre um possível doador, uma equipe segue para o local e o primeiro passo é a entrevista com os familiares sobre a importância da doação. Sendo autorizada a coleta, a equipe capta córnea e esclera e leva ao Banco de Olhos onde o material é processado e encaminhado para transplante”, falou.

Ele completa afirmando que para doar é preciso ter entre dez e 79 anos. E cada doador pode beneficiar quatro pacientes. Cada córnea é encaminhada para uma pessoa diferente e as escleras, normalmente utilizadas em enxertos oculares, também servem uma para cada paciente.

Para o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, incentivar a doação de órgãos e tecidos é obrigação do gestor público. “Em 2017, a secretaria de Saúde promoveu duas capacitações sobre o tema e organizou um abraço simbólico ao Hospital São João Batista para lembrar as pessoas que esperam por um transplante de órgão no estado”, lembrou Alfredo Peixoto.  

O prefeito Samuca Silva acredita que a divulgação da importância do nosso Banco de Olhos no cenário de transplantes do estado deve incentivar a doação. “Quanto maior o número de captações maior o número de pessoas voltando a enxergar. E com as córneas fornecidas nos sete anos de implantação do banco o município foi responsável por quase metade dos transplantes no Rio”,simplifica.

O Banco de Tecido Ocular Pedro Sélmo Thiesen – Banco de Olhos de Volta Redonda – situado no Hospital São João Batista funciona 24h com plantonistas. Para notificação de óbitos e possíveis doadores o telefone 08000-225742. A unidade está aberta para visitação com objetivo de esclarecer a população sobre a importância a doação de órgãos e tecidos.