Quatis confirma primeiro caso de febre amarela

Através da Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura de Quatis confirmou nesta semana o primeiro caso de febre amarela no Município. O paciente é um homem residente na área urbana da cidade, que provavelmente contraiu a doença em outro município do sul fluminense. A confirmação do resultado positivo foi feita à Secretaria de Saúde pelo Instituto Noel Nutels, laboratório credenciado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro para análise de casos suspeitos da febre amarela.

Um fator leva as autoridades de saúde da Prefeitura de Quatis a levantarem a hipótese de o paciente ter contraído a doença em outra cidade, que já tinha registrado casos da doença, e na qual eleesteve no mês passado. O morador informou que trabalhou recentemente na zona rural deste outro Município, daí a suspeita de o caso do morador de Quatis ser importado.

Desde janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro registrou apenas casos de febre amarela do tipo silvestre, ou seja, em áreas rurais, ambiente propício à proliferação de uma das duas espécies de mosquito causador da febre amarela. Até agora não foi diagnosticado nenhum caso de febre amarela urbana no território fluminense.

Responsável pelo departamento de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, a enfermeira Maria Regina de Paula informou que o paciente de Quatis com febre amarela deu entrada na penúltima semana de março, no Hospital São Lucas, apresentando alguns sintomas da doença, entre eles, dores no corpo, dores nos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e febre.

De acordo ainda com o paciente, os sintomas começaram a ser sentido cinco dias antes do morador procurar o hospital. A partir da constatação, os médicos determinaram imediatamente a coleta de amostras de sangue para exames no laboratório de referência, que se localiza na cidade do Rio de Janeiro. Segundo Maria Regina, o paciente já está sendo tratado pela equipe médica da unidade do Programa Saúde da Família encarregada do atendimento médico das famílias residentes no bairro onde ele mora.

– É importante frisar que a febre amarela não se transmite de pessoa para pessoa, mas apenas através da picada do mosquito no ser humano. Não existe um tratamento específico para pacientes da febre amarela, e os procedimentos são determinados pelo médico encarregado de acompanha-los. Um dos procedimentos mais comuns reside na utilização de antitérmicos e analgésicos – acrescentou Regina, ressaltando que o paciente de Quatis já voltou a exercer normalmente as suas atividades rotineiras.

O mais recente balanço da Secretaria estadual de Saúde sobre a febre amarela mostra 213 casos confirmados com 73 óbitos até agora, dentro do território do estado do Rio de Janeiro. A existência de pacientes com a doença foi registrada nas seguintes cidades: Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Carmo, Maricá, Cachoeira do Macacu, Trajano de Morais, Silva Jardim, Bom Jardim, Valença, Miguel Pereira, Rio das Flores, Vassouras, Angra dos Reis, Paty do Alfares, Engenheiro Paulo de Frontin, Mangaratiba, Piraí, Rio Claro, Barra do Piraí, Sapucaia, Paraty, Pinheiral, Itatiaia e agora, Quatis, as 16 últimas situadas nas regiões sul fluminense e da costa verde.